Série: la trêve

Duas temporadas. A série é cheia de suspense. Um suspense bem pensado. A produção decidiu o início e o fim de uma só vez. Não é um suspense que nem PLL que vai e volta e vai e volta e espera, isso foi decidido agora, não é? Só pode! É um suspense sólido. Se é que essa expressão existe.


Começa com alguém morrendo e a polícia precisa descobrir quem matou. Claro que a gente só descobre o assassino no último episódio da temporada… qual graça teria se fosse diferente?

Um suspense policial belga. Todo mundo falando francês. Muitas imagens de florestas lindas.

A primeira temporada é incrível de doida. Começa com Peeters e sua psicológa em uma sessão. Peeters: investigador; personagem principal; MUITO perturbado. Toma milhares de pílulas (se droga) todos os dias e é o melhor detetive que existe na cidade. Um clássico drama psicológico.

Então ele matou alguém? Ah coitado, nem ele sabe. A gente é levado nesse mar de dúvidas e resquícios do que ele lembra que aconteceu. A investigação é sobre a morte de Driss Assani, um jovem jogador africano de futebol. Parece que foi suicídio, mas não foi. Foi planejado para parecer suicídio. Os policiais babacas levam como suicídio e pronto. Peeters investiga por conta própria porque acredita que Driss não se matou.



Durante os episódios você é levado a crer que pelo menos cinco pessoas matou o jogador. O último episódio é uma gangorra. Você acredita que foi fulano, e durante a série foram narrados seus “motivos”*, mas depois parece que foi o outro e depois o irmão do outro. Enfim, só nos últimos segundos do último episódio que você descobre quem matou. E acaba com a boca aberta ainda sem entender o plot twist.

A segunda temporada foi a mesma coisa. Como você já sabe o que esperar, a ansiedade vem no primeiro episódio quando um jovem confessa o assassinato de uma mulher rica. Mas não é tão simples assim. Peeters está afastado da delegacia (o motivo você descobre assistindo a primeira temporada) mas uma colega pede ajuda nesse caso e ele volta a ter ilusões e a descobrir tudo e além. Ele parece um cão com raiva. Não consegue questionar um suspeito sem cuspir nele. Que rude, Peeters!

Foi um choque ver todo mundo branco na cidade. Uma disparidade enorme com a mistura que é o Brasil. Mas claro que isso tem a ver com a colonização e história do país. Só achei muito água com sal. Muito do mesmo. É todo mundo igual. Até os jovens querendo beber e ser diferente. Todos igualmente diferentes.

Além de que, em uma cena aparecem dois caras brancos barbudos matando alguém MEU QUERIDO você quer o quê? eu não sei quem é quem. Não consigo identificar se não tem nenhuma dessemelhança entre eles. Enfim. Senti que era um monte de gente branca fazendo a série. Na primeira temporada tem o Driss, negro, mas fica bem claro que ele estava ali para jogar futebol (oferecer um serviço) e acaba sendo morto.

*entre aspas porque convenhamos, não existe motivo para matar alguém.


A música da introdução é tão boa que é difícil esquecer, ó:


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